O ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, condenado em 2015 pelo assassinato de Amanda Linhares Santos, trabalha como professor na rede estadual de Minas Gerais desde 2021. A situação veio à tona após sua posse como efetivo em setembro de 2024.
A contratação ocorreu na Escola Estadual Mendes de Oliveira, situada em Congonhal, no Sul de Minas. Diante da repercussão, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais determinou o afastamento do servidor e a abertura de uma investigação.
Conforme dados do Portal da Transparência, o profissional exercia carga horária de 16 horas semanais. O salário bruto registrado era de R$ 4.104,68, com rendimento líquido de R$ 3.756,09.
Histórico da condenação
Geraldo foi sentenciado a 18 anos e 9 meses de prisão pelo homicídio da adolescente, ocorrido em 2013. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ele cumpre livramento condicional com monitoramento eletrônico desde setembro.
O crime aconteceu na estrada entre Ouro Preto e Lavras Novas. Na época, a vítima foi baleada na cabeça dentro de um veículo. Embora o motorista tenha alegado tentativa de suicídio ao deixá-la em uma UPA, exames descartaram essa hipótese.
O julgamento popular ocorreu em dezembro de 2015, resultando na condenação por homicídio duplamente qualificado e fraude processual. O ex-policial também havia sido demitido da corporação em 2013 em decorrência de outro processo administrativo.

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