O acidente de ônibus que vitimou seis romeiros em Cruzeiro, no interior paulista, envolveu um veículo que era promovido nas redes sociais como transporte de alto padrão. O coletivo transportava passageiros rumo ao Santuário Nacional de Aparecida quando despencou em uma ribanceira.
Operado pela Botelho Viagens, o modelo Scania de 1995 era rotulado no catálogo comercial como "Black Luxo". A propaganda destacava 51 lugares, dois andares, televisões de LED, sanitário ecológico, além de conexões Wi-Fi e Bluetooth para os viajantes.
Apesar da fachada sofisticada, autoridades policiais identificaram graves problemas estruturais e documentais após a tragédia. Entre as falhas apontadas preliminarmente estão um pneu careca e suspeitas de pane no sistema de freios.
Além disso, levantamentos apontam que o veículo carecia de permissão válida emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar o trajeto interestadual.
A excursão partiu do distrito do Rosário, em Itumirim (MG), na noite de sábado, com destino ao interior de São Paulo. O capotamento ocorreu na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-052).
A defesa do condutor e proprietário alega que houve falha mecânica repentina na caixa de marchas. A justiça concedeu liberdade provisória ao motorista após audiência de custódia.

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