A Polícia Civil abriu inquérito para apurar uma série de golpes imobiliários coordenados por um corretor na cidade de Pouso Alegre, no estado de Minas Gerais. O esquema deixou um prejuízo financeiro acumulado em cerca de R$ 850 mil para ao menos quatro vítimas conhecidas, que perderam economias de uma vida inteira ao tentarem adquirir moradias na região.
As negociações fraudulentas envolviam apartamentos e kitnets comercializados com valores abaixo do mercado. Segundo relatos colhidos durante as investigações, o profissional exigia a antecipação de taxas de cartório e garantia a veracidade dos negócios simulando o pagamento de aluguéis.
Contudo, os compradores logo descobriram que os bens possuíam proprietários legítimos e estavam sob financiamento bancário. Em alguns casos, documentos e assinaturas foram falsificados para ocultar a fraude dos novos adquirentes.
Diante da repercussão do caso, a imobiliária onde o suspeito atuava fechou as portas físicas e passou a operar apenas em regime remoto. O representante legal da empresa afirmou que o funcionário foi demitido após a descoberta das irregularidades e que ele também teria adulterado documentos societários.
Paralelamente aos procedimentos conduzidos pelas autoridades policiais, os compradores afetados ingressaram com medidas judiciais na esfera cível. O objetivo das defesas é obter o bloqueio imediato de bens e ativos financeiros do investigado para tentar reaver os valores perdidos.
Procurado para prestar esclarecimentos, o corretor Hailton de Freitas Silva declarou que não pretende se eximir de suas responsabilidades. Ele pontuou que cada ocorrência será tratada individualmente e garantiu estar em busca de soluções para ressarcir os clientes lesados.

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