A Prefeitura de Poços de Caldas, localizada no estado de Minas Gerais, gerou preocupação ao atrasar o repasse de verbas para diversas instituições assistenciais do município, colocando em alerta a administração da Apae.
Na Apae, que acolhe aproximadamente mil pessoas, a verba repassada pela gestão municipal compõe cerca de 50% de toda a receita, sendo vital para a prestação diária dos serviços.
Gláucia Boaretto, diretora institucional da Apae, destacou que a demora nos pagamentos provoca instabilidade na execução das atividades pactuadas com o poder público.
Para contornar o problema e evitar a paralisação das atividades, a entidade planeja reuniões com a prefeitura e com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente.
Impacto na rede assistencial
No município, 58 entidades mantêm parcerias oficiais por meio de termos de colaboração. Em 2023, o montante transferido alcançou R$ 26,5 milhões, enquanto em 2024, até o final de setembro, o valor repassado somou R$ 12,8 milhões.
O legislativo municipal tem recebido diversas denúncias sobre os reflexos negativos na prestação dos serviços essenciais à comunidade.
O vereador Flávio Togni de Lima e Silva (MDB) ressaltou que a Câmara tem monitorado o caso de perto e acionou o Ministério Público após tentativas sem retorno de antecipar recursos.
Posicionamento do Executivo
Procurada pela imprensa, a administração municipal não gravou entrevistas, mas divulgou nota oficial confirmando a quitação parcial de valores referentes a julho e agosto.
O Executivo municipal reconheceu a permanência de defasagens financeiras, que agora equivalem a um mês e meio, mas garantiu que nenhum atendimento foi suspenso até o momento.

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