O TJMG manteve a prisão preventiva da mulher suspeita de desferir golpes de faca contra uma trabalhadora em Cambuquira, MG, após negar um pedido liminar de liberdade.
A decisão foi tomada pelo desembargador Wanderley Paiva, que entendeu não haver elementos suficientes, nesta fase inicial, para conceder a prisão domiciliar ou apontar irregularidades processuais.
A defesa havia sustentado que a suspeita possui histórico de deficiência mental e psiquiátrica, necessitando de uso contínuo de medicamentos. No entanto, o magistrado destacou que os laudos e argumentos exigem uma análise mais aprofundada.
O crime ocorreu no último sábado (17), em um imóvel localizado na região central do município mineiro. A vítima exercia sua função de faxineira quando foi atingida por três facadas nas regiões do tórax, abdômen e perna.
Conforme o relato registrado no processo, a profissional foi surpreendida por trás. Ela precisou de internação hospitalar devido à gravidade dos ferimentos, mas obteve alta médica na segunda-feira (19).
A suspeita foi detida logo após o ocorrido, portando uma arma branca e sacolas com vestígios semelhantes a sangue. Em depoimento policial, ela admitiu o uso da faca, alegando ter agido em legítima defesa.
Atualmente, o caso é tratado pelas autoridades como tentativa de homicídio qualificado. A investigação aponta motivos fúteis e o uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
Por fim, a defesa informará novos argumentos no decorrer do processo, reiterando que o episódio será devidamente esclarecido e que aguarda acesso integral aos laudos médicos e exames periciais.

Portal de Notícias
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se