O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação em todo o território nacional até as 19h deste domingo (25/10/2026), em decisão tomada durante o segundo turno das eleições. A medida gerou impacto imediato na rotina do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que precisou pausar a apuração dos votos que já havia sido iniciada.
De acordo com o esclarecimento divulgado posteriormente pelo ministro, a determinação deve ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas às 17h. Logo em seguida, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, alinhou-se ao entendimento e enviou orientações aos tribunais regionais para manter as seções abertas.
Motivos e impactos no transporte público
A decisão do STF foi fundamentada em problemas logísticos graves relatados em diversas regiões do país, com destaque para a diminuição drástica na circulação de ônibus e transporte em massa nas capitais de São Paulo e da Bahia. A Coligação Brasil Pronto Pra Mais acionou a Justiça apontando o descumprimento de precedentes vinculantes e a falta de frota suficiente para o deslocamento de eleitores.
Entre os principais pontos observados no cenário eleitoral estão:
- Redução de cerca de 30% na circulação de ônibus em terminais de São Paulo.
- Relatos de graves falhas na prestação de serviços de mobilidade urbana em municípios baianos como Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.
- Dificuldades operacionais para mesários e chefes de seções que não receberam a informação a tempo do fechamento tradicional às 17h.
Repercussão e situação da apuração
Mesmo com a ordem de prorrogação publicada instantes após o horário habitual de encerramento, o TSE já havia contabilizado uma fração inicial dos votos. O órgão técnico avalia como proceder com a totalização diante do cenário híbrido, onde algumas seções encerraram as atividades no horário regular e outras permaneceram abertas até as 19h.
Especialistas jurídicos e representantes das campanhas acompanham atentamente os desdobramentos da decisão, que tensiona ainda mais o ambiente político do segundo turno e impõe novos desafios logísticos e operacionais para a Justiça Eleitoral brasileira.

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