A Secretaria Municipal de Saúde de Varginha, em Minas Gerais, iniciou uma força-tarefa para intensificar a vacinação contra febre amarela na cidade. A medida preventiva foi adotada após a localização de dois macacos mortos nos dias 23 de julho e 2 de setembro, mobilizando equipes de vigilância epidemiológica para conter possíveis riscos de transmissão do vírus.
Logo após o recolhimento dos primatas, as autoridades de saúde enviaram amostras biológicas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. O laboratório de referência estadual já descartou a presença da doença no primeiro animal analisado, enquanto o laudo do segundo caso segue em andamento.
Ações de monitoramento nos bairros
A estratégia, denominada Monitoramento Rápido de Cobertura Vacinal (MRC), seguirá ativa durante todo o mês de outubro. Agentes de saúde realizam visitas domiciliares para conferir as cadernetas de vacinação dos moradores, identificando pessoas que necessitam de doses de reforço ou que nunca foram imunizadas contra a doença.
Para facilitar o acesso, os profissionais realizam a aplicação das doses diretamente nas residências quando detectam atrasos vacinais. O mutirão teve início no bairro Bom Pastor, onde as equipes continuam percorrendo as ruas no período da manhã.
O papel dos macacos na epidemiologia
A prefeitura reforça que os macacos não transmitem a enfermidade diretamente para os seres humanos. Na verdade, eles funcionam como "animais sentinelas", sinalizando para os órgãos de saúde que o vírus pode estar circulando na região florestal, o que exige um alerta preventivo imediato.
A recomendação oficial é que os moradores recebam os agentes identificados e apresentem os comprovantes de imunização. Quem não estiver em casa no momento da visita deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para regularizar a situação vacinal.

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