Um homem foi preso suspeito de fraude processual ao tentar esconder uma possível prova durante a investigação da morte de um vereador na zona rural de Munhoz. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar de Minas Gerais na noite do crime.
De acordo com os militares, o suspeito desobedeceu o isolamento da área e entrou na cena, onde recolheu um cartucho de munição do chão e o lançou em direção a um matagal próximo. A ação foi presenciada por testemunhas e por um policial, o que motivou a prisão em flagrante por tentativa de alterar elementos que podem ser fundamentais para a apuração.
Relatos apontam que o homem apresentava comportamento nervoso e já teria sido visto anteriormente com arma de fogo, utilizada para caça. Também foram mencionados desentendimentos antigos entre ele e a vítima, envolvendo conflitos em propriedade rural.
Em depoimento inicial, o suspeito confirmou que pegou e descartou o cartucho, alegando medo de ser associado ao objeto. No entanto, deu versões contraditórias sobre o destino de uma arma, afirmando em momentos diferentes que teria jogado o item em um rio.
Após atendimento médico, ele foi encaminhado à delegacia em Pouso Alegre, onde permanece à disposição da Justiça.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que aguarda laudos periciais para esclarecer o caso e confirmar a dinâmica do crime que vitimou o vereador João Bernardes.
Paralelamente, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil realizam buscas no Rio Correntes, onde há suspeita de que a arma tenha sido descartada. A localização do armamento é considerada essencial para o avanço das investigações.