Mais um acidente de trânsito foi registrado na noite da última quarta-feira, 15 de abril, na Rodovia MG-459, em frente ao trevo de acesso ao Bairro Colinas, em Monte Sião, na altura do km 29. O caso reacende o alerta sobre a falta de medidas de segurança no local, alvo constante de reclamações.
De acordo com informações apuradas, o sinistro envolveu duas motocicletas, uma Yamaha/Lander 250 e uma Honda/CG 160, em uma colisão transversal no trevo de acesso ao bairro Colinas.
Segundo apurado, o condutor de uma Yamaha Lander, de 19 anos seguia pela via urbana e, ao acessar a rodovia, teria avançado a parada obrigatória, aparentemente em alta velocidade. No mesmo momento, o condutor de 20 anos conduzia a Honda/CG 160 pela MG-459, no sentido Monte Sião ao Distrito da Mococa, quando ocorreu a colisão.
Com o impacto, ambos os motociclistas foram arremessados ao solo. Eles foram socorridos e encaminhados ao pronto atendimento de Monte Sião. Conforme informações o condutor da Yamaha, sofreu fratura exposta no ombro esquerdo, enquanto o outro piloto apresentou escoriações nos membros superiores.
Durante a ocorrência, os policiais constataram que o cidadão ferido com gravidade não possuía habilitação para conduzir veículo automotor, o que configura infração conforme o artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro. Não foram verificados sinais de ingestão de bebida alcoólica por parte dos envolvidos.
A motocicleta Yamaha caiu em um barranco às margens da rodovia. Já a Honda foi liberada para um responsável no local.
Trecho preocupa e já soma 7 acidentes em 6 meses
O acidente desta semana aumenta ainda mais a preocupação com o trecho. Segundo levantamento do Portal Tonogiro, este já é o sétimo acidente registrado no local em um período de apenas seis meses.
A Divisão Municipal de Trânsito de Monte Sião, chefiada por Herberto Luz Koch informou que, desde o ano passado, vem cobrando da concessionária EPR Sul de Minas, responsável pela administração da rodovia, através de ofícios, a implantação de medidas de segurança no trecho, como redutores de velocidade, lombadas ou radares eletrônicos.
Moradores e motoristas que utilizam a via relatam que o local é perigoso, especialmente devido ao fluxo intenso e à dificuldade de acesso no trevo, o que aumenta o risco de novos acidentes.
Até o momento, nenhuma intervenção efetiva foi realizada, e a expectativa é de que novas medidas sejam adotadas com urgência para evitar que mais ocorrências graves sejam registradas.