A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (25), um homem de 30 anos, identificado como Richard Ferreira Tristão, suspeito de envolvimento na morte de Joice Batiston, de 27 anos, em Varginha (MG). O suspeito, que trabalha como motociclista de aplicativo, foi localizado por volta das 10h35 na casa do pai, na zona rural do município, marcando um avanço crucial nas investigações do caso que chocou a região.
Joice Batiston desapareceu no dia 19 de junho após solicitar uma corrida por aplicativo para encontrar uma amiga e assistir a um jogo do Brasil. A jovem foi encontrada gravemente ferida às margens da Avenida Perimetral e, posteriormente, veio a óbito.
Após a prisão, Richard Ferreira Tristão foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, onde optou por permanecer em silêncio durante o primeiro contato com os investigadores. Ele informou que só irá prestar depoimento na presença de um advogado, um direito constitucional garantido.
Durante as diligências, a polícia apreendeu uma motocicleta que apresentava danos visíveis, incluindo retrovisor quebrado e amassados no tanque. Além disso, foram encontrados fragmentos queimados de um aparelho celular dentro de um saco de cimento. Todos os materiais foram recolhidos e serão submetidos à perícia para análises detalhadas, que podem fornecer informações importantes sobre a dinâmica dos fatos.
O delegado da Delegacia de Homicídios, Marcelo Farha Bizarra, informou que o laudo de necropsia de Joice Batiston apontou que a causa da morte foi um traumatismo craniano. Os ferimentos são compatíveis com uma possível queda, indicando uma linha de investigação para a Polícia Civil.
O suspeito Richard Ferreira Tristão poderá responder por uma série de crimes, dependendo do andamento das investigações e das provas coletadas. Entre as possíveis acusações estão:
- Homicídio;
- Omissão de socorro;
- Fuga do local do acidente;
- Outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações.
A Polícia Civil cumprirá o mandado de prisão temporária e encaminhará o investigado ao presídio de Varginha, enquanto as apurações continuam sob sigilo para esclarecer a dinâmica exata dos fatos que levaram à morte da jovem.
Em nota, a empresa 99 informou que bloqueou da plataforma o motociclista que realizou a corrida solicitada por Joice Batiston. A companhia lamentou o ocorrido e afirmou estar prestando apoio à família da vítima, incluindo suporte psicológico e auxílio para despesas funerárias, conforme previsto no seguro oferecido pela plataforma.
A empresa reiterou que, em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), informações sobre corridas e usuários só podem ser compartilhadas com autoridades policiais ou judiciais mediante apresentação de ofício, mas garantiu que segue colaborando ativamente com as investigações em curso.

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