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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
Policial

Após 5 meses foragido, motorista condenado por matar ciclista Marina Harkot em SP é preso em Bueno Brandão

Condenado por atropelar ciclista em 2020, José Maria Jr. era procurado, quando a Justiça de SP determinou pena em regime fechado por 13 anos.

Portal de Notícias Tonogiro
Por Portal de Notícias Tonogiro
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Após 5 meses foragido, motorista condenado por matar ciclista Marina Harkot em SP é preso em Bueno Brandão
Reprodução g1 Sul de Minas
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Após cinco meses foragido, o motorista condenado por atropelar e matar a ciclista e socióloga Marina Harkot em 2020 na cidade de São Paulo foi preso na terça-feira (21) pela Polícia Militar (PM) em Bueno Brandão, em Minas Gerais.

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22) pela defesa de José Maria da Costa Júnior e pela advogada que defende os interesses da família da vítima.

"Farei a audiência de custódia dele", disse o advogado José Miguel da Silva Júnior, que defende o empresário de 38 anos. "Eu não tinha ideia onde ele tava, mas parece que [a prisão] foi próxima a Pouso Alegre".

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"A polícia mineira confirmou a prisão para nós", falou a advogada Priscila Pamela Santos, que atua nos interesses dos pais de Marina.

O atropelamento que matou a ciclista ocorreu em 8 de novembro de 2020 na Avenida Paulo VI, em Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista. A bicicleta vermelha da socióloga ficou destruída após ser atingida por trás pelo Hyundai Tucson prata dirigido pelo motorista. Ela tinha 28 anos.

O motorista foi condenado em janeiro de 2025 pela Justiça. A maioria dos jurados concluiu que José Maria assumiu o risco de matar ao dirigir após consumir álcool, em alta velocidade, atropelar a ciclista e fugir sem prestar socorro.

Testemunhas relataram que ele havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente, e perícia apontou que o carro trafegava a 93 km/h em uma via com limite de 50 km/h. A vítima morreu por politraumatismo. A versão do réu — de que não viu a ciclista e pensou se tratar de tentativa de assalto — foi contrariada por depoimentos e provas (leia mais abaixo).

A audiência de custódia de José Maria foi feita virtualmente na quarta-feira (22) em Pouso Alegre, outra cidade mineira. A Justiça manteve a prisão de José Maria.

Por meio de nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que "informações sobre eventual transferência do preso para o estado de São Paulo devem ser solicitadas à Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação do caso."

Procurada pelo g1, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não respondeu.

Aniversário da vítima

A confirmação da prisão dele ocorreu coincidentemente no dia em que Marina completaria 34 anos se estivesse viva. Ela nasceu em 22 de abril de 1992.

"E hoje Marina completa 34 anos", disse Claudia Kohler, mãe de Marina, ao g1. "Olhe que dia mais simbólico essa prisão acontecer", falou a advogada Priscila Pâmela Santos, que defende os interesses da família da ciclista.
José Maria condenado na Justiça por homicídio doloso por dolo eventual (por assumir o risco de matar), embriaguez ao volante e omissão de socorro. Como naquela ocasião já respondia em liberdade pelos crimes, continuou solto.

Mas em 6 de novembro do ano passado o poder judiciário determinou que José Maria tem de cumprir preso a pena de 13 anos de prisão que recebeu pela morte de Marina. E como não se apresentou e nem tinha sido detido no dia, passou a ser considerado foragido.

A defesa do empresário ainda tenta na Justiça a anulação do julgamento que o condenou pela morte de Marina. No entendimento dela, o caso é de homicídio culposo, sem intenção de matar.

O advogado alega que os jurados votaram contra as provas dos autos. Segundo José Miguel, não há laudo que comprove que o motorista bebeu antes de dirigir e atropelar a ciclista.

Como foi o julgamento

Durante o julgamento, em janeiro de 2025, os jurados entenderam que José Maria bebeu, dirigiu seu carro em alta velocidade, atingiu a vítima que pedalava de bicicleta e fugiu após o atropelamento, o que caracteriza o fato de ter assumido o risco de matar.

José Maria negou ter bebido e guiado o carro em alta velocidade. Mas dois amigos dele, que estavam no carro, contaram que ele havia tomado uísque com energético momentos antes de atropelar Marina. Além disso, laudo da perícia da polícia analisou um vídeo que mostra que o carro passou a 93 km/h na via logo após o atropelamento. O limite para o trecho é de 50 km/h.

Como o motorista se apresentou na delegacia dois dias depois do atropelamento, não foi possível submetê-lo a exame para saber se havia bebido quando atingiu Marina e sua bicicleta.

O réu também falou em seu interrogatório que não viu a vítima quando a atingiu com o veículo porque o local estava escuro. Uma policial militar que socorreu Marina também testemunhou e disse que o lugar era iluminado e seria possível vê-la.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a ciclista morreu devido a politraumatismo (diversas fraturas pelo corpo).

José Maria ainda alegou que, quando ocorreu a colisão, ouviu um barulho, mas não parou porque achou que se tratava de uma tentativa de assalto. Ele disse que só desconfiou que atropelou Marina depois que viu na TV, dias depois, a notícia de que a ciclista morreu na avenida por onde ele passou.

Desde o crime, a carteira de motorista dele está suspensa temporariamente por decisão da Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: g1 Sul de Minas

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