Uma jovem de 25 anos foi presa em flagrante na noite de quarta-feira (26) sob a acusação de praticar um crime em Andradas, no Sul de Minas. A suspeita é investigada pelo assassinato de José Moreira, de 77 anos, achado morto em sua residência no Sítio Santa Cruz, localizado no bairro rural Rochelha, com graves perfurações no pescoço e lesões no tórax.
O acionamento das forças de segurança ocorreu por volta das 23h30, após um vizinho comunicar o ocorrido. De acordo com os relatos registrados pela Polícia Militar, a filha da testemunha retornou para casa embriagada, afirmando ter escutado gritos de socorro e visto a vítima caída na sala.
Ao checar o imóvel, o homem confirmou o estado do idoso e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PM. No local, os socorristas constataram o óbito de Moreira. A perícia da Polícia Civil recolheu roupas e latas de bebidas alcoólicas para análise técnica.
A investigação se voltou contra a mulher após os policiais encontrarem uma credencial de transporte em seu nome dentro do imóvel do idoso. Além disso, os militares estranharam o fato de ela não ter pedido ajuda imediatamente ao ver o vizinho ferido.
Durante a abordagem, a suspeita apresentou nervosismo, postura agressiva e relatos contraditórios. Inicialmente, admitiu ter ingerido cachaça e outras bebidas com a vítima no final da tarde, alegando que retornou ao local mais tarde antes de ir a um bar da cidade.
Entretanto, os pais da investigada revelaram que ela entrou direto no banheiro ao chegar em casa, recolhendo as roupas utilizadas. Os agentes acabaram localizando as peças parcialmente queimadas no interior de um fogão a lenha na área externa.
Em uma bolsa pertencente à jovem, os peritos detectaram vestígios com características semelhantes a sangue. A suposta arma do homicídio não foi encontrada devido à forte chuva e à baixa visibilidade no momento das buscas na zona rural.
A detida, que já cumpria prisão domiciliar por tráfico de drogas, foi levada a uma unidade hospitalar e posteriormente conduzida à delegacia. O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais.

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